Os amigos de Joca andam preocupados. «Acho que ele anda bué de chateado. Parece que anda nalguma cena», diz uma colega de escola. De manhã não foi às aulas e os pais ficaram, em vão, à espera dele para almoçar. Faltou ao ensaio do grupo de rock, na garagem, ninguém o viu na praia, onde combinara um surf, não telefonou à namorada, não passou pelo café nem apareceu na discoteca da cidade. É assim que vai passar o dia o seu melhor amigo, perguntando a todos os que o conhecem, investigando vários pistas até o encontrar.
O melhor amigo de Joca é todo aquele que entra, através de um computador, no jogo-história «O Joca e a Droga».
Recheado de conselhos e situações animadas em cada «porta» colorida por onde entra o utilizador -- desconfiado que Joca, que não se dá muito bem nem com os pais nem com a escola, começou a drogar-se -- o jogo é um dos bons exemplos de uma exposição que pretende mostrar alguns dos programas de formação, lúdicos e culturais, governamentais ou não, que em todo o país estão a ser utilizados na prevenção primária da toxicodependência.
Rui Cardoso Martins in Público - 18/10/1994
Pedido pelo Clube Português de Artes e Ideias e pelo Projecto Vida a uma empresa de jovens informáticos de Aveiro, a Autor, o jogo foi pensado para jovens até aos 13 anos e deverá ser distribuído pelas escolas e pelos diversos centros de juventude e de combate à droga.